Em Melgaço (PA), crianças na primeira infância enfrentam barreiras no acesso e na continuidade do cuidado em saúde, especialmente entre populações ribeirinhas. A pesquisa de Letícia Costa de Carvalho, da Universidade Federal do Pará (UFPA) — vencedora do 3º Prêmio Ciência pela Primeira Infância — investigou esse cenário e mostrou que, apesar da existência de 16 unidades básicas de saúde, há limitações estruturais e territoriais que dificultam o atendimento, além de um Plano Municipal de Saúde que não contempla integralmente a PNAISC e prioriza a área urbana.
Enquanto a UBS fluvial deveria promover equidade, sua atuação ocorre de forma descontínua, reforçando desigualdades no acesso. O estudo aponta que é preciso alinhar as políticas de saúde aos modos de vida amazônicos, garantindo estratégias mais adequadas ao território e fortalecendo o direito à saúde na primeira infância.
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